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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Estado de calamidade moral...


          Depois de alguns estados decretarem estado de calamidade econômica (que na prática não tem efeito jurídico nenhum), o braço armado da democracia, aqueles que defendem os governantes, bem como a população de bem; finalmente resolveram agir. Ou melhor, respeitar as esposas e a família, como primeiro núcleo social que merece total proteção. Começou no Espírito Santo, agora chegou no Rio de Janeiro e a tendência é se alastrar feito rastilho de pólvora, pelas demais unidades da federação. Há tempos que a maioria dos governadores trata a segurança pública e seus profissionais com improviso. O legislativo é muito bom na retórica, mas nada pragmático. O Código Penal, por exemplo, é de 1940, e ninguém faz nada para mudar. Portanto, é impossível pensar em mudanças com leis anacrônicas e na contra mão dos anseios da população. Mas, será que esse caos não beneficia alguém? Será que tem gente ganhando, "mamando" nos serviços prestados aos presos, comida, roupa, colchão, material de higiene, e por isso quanto mais presos, melhor?

         Com esse quadro dantesco é que os trabalhadores da segurança se organizam de maneira independente, desassociados das associações comprometidas, na maioria das vezes com os governos. Algumas até empregam parentes no executivo, impedindo minimamente uma posição isenta ou combativa contra o poder instituído. 
      
             O sujeito estuda, presta um concurso disputado, consegue a vaga, faz o curso de formação, trabalha 30 anos, e quando vai se aposentar vê o sua aposentadoria esvaindo no ralo da corrupção. Enquanto governadores trabalham quatro anos e têm aposentadoria integral. Se esse concursado entrou com 18 anos e trabalhou 30, é lógico que vai se aposentar antes dos 50. Os políticos geralmente socializam a miséria e os gastos de seus e as consequências da corrupção.

              Enquanto as esposa dos militares estão nas portas dos quartéis do Espírito Santo defendendo o fundamental direito, que é a vida, pois sem salário não tem  como comprar e manter o essencial; alguns políticos estão falando em nome delas, não para defendê-las, mas, para distorcer suas reivindicações, anestesiar suas vozes, enfraquecer os seus pleitos...
           
            

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Policial é trabalho ou sacerdócio?


            Em meio as várias manifestações pipocando por todo o país, algumas reivindicam salários atrasados, como no Rio de Janeiro. Outros lutam contra o projeto de reforma da previdência, que promete incluir e mudar de 30 para 35 anos, o tempo de contribuição, inclusive dos militares. Afinal de contas, o policial é um trabalho ou um sacerdócio? O trabalho pressupõe direitos, deveres, e jamais, jamais o trabalhador irá arrendar a própria vida em nome de quem quer que seja. Qual seria o adjetivo para o sujeito que aceita doar a própria vida em nome do próximo? Sacerdócio! Cujo poder e ou autoridade lhe foram conferidos para agir em nome de deus. E se deus não precisa de salário, não precisa fazer greve, tem poderes e dons especiais, não precisa de periculosidade, nem receber adicional noturno. Enfim, quem exerce o sacerdócio também tem, ou deveria ter dons e poderes divinos. 
       Mas porquê envolver deus numa discussão tão humana? É a desmilitarização a razão dessa referência. Sobretudo quando esbarramos na dicotomia entre o ser militar, algo completamente sacerdotal, e que portanto eleva a condição de seu agente (divino), a ausência completa de direitos; com a de trabalhadores humanos, cumpridores de deveres e postulantes aos direitos comuns a qualquer trabalhador meramente moral.
            O que não pode é "ser divino" e querer se comportar como humano. Palavras como greve, fome, tempo, sacrifício são incompatíveis para quem tem poderes metafísicos. Não há ironia, por mais que pareça que tenha. Assim como não há ironia quando o militar faz seu juramento à bandeira, e declara o "sacrifício da própria vida para defender seu semelhante". Quem se mata pelo próximo é deus, pai, filho, irmão ou qualquer outro grau de parentesco. Portanto, antes de criticar esse texto, ou atacar quem o escreveu, reflita sobre essa condição paradoxal entre dar a própria pelos outros, sem ser deus, ao mesmo tempo em que vê seus direitos preteridos em nome da coletividade, (aumento salarial, direito de greve, periculosidade, adicional noturno, FGTS, aposentadoria por tempo de serviço). 
                 Policial é trabalho ou sacerdócio?
                

O MILITARISMO E OS “DIREITOS CIVIS” DO POLICIAL...

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas O movimento organizado pelas esposas dos policiais no estado do Espírito Santo na primeira semana deste mês de fevereiro, serviu para uma importante reflexão acerca de alguns temas:

O POLICIAL PODE FAZER GREVE?
O POLICIAL MILITAR TEM DIREITOS CIVIS?
EXISTEM DIREITOS MILITARES?
AS ESPOSAS DE POLICIAIS PODEM SER PROCESSADAS PELA PM?

Pois bem, tentarei responder de forma bem didática a estes questionamentos, ilustrando toda a trama que correu por detrás desse movimento, organizado pelas esposas, mas usurpado pelas associações, ditas “representantes” dos policiais militares.

- O policial pode fazer greve?

R – Não, o policial não pode fazer greve. A greve é um direito civil definido pela lei 7783/1989 e é vedada aos militares, assim como a sindicalização.

- O POLICIAL MILITAR TEM DIREITOS CIVIS?

R – Sim, o policial militar tem direitos civis, porém bem menos do que a pessoa civil. Tem direito à propriedade, direito à vida, à incolumidade física, entretanto, não tem direito à liberdade de expressão (art. 166 do CPM), nem à dignidade humana, muito menos à liberdade (é punido com penas restritivas de liberdade meramente administrativas, ou pode ser preso e conduzido ao cárcere sem flagrante delito e sem ordem fundamentada da autoridade judiciária competente, como as pessoas comuns, por mero ato administrativo).

- EXISTEM DIREITOS MILITARES?

R – Não. Não existem direitos militares. Pelo contrário. Existe a ausência de direitos fundamentais justamente em razão da condição de militar. Por exemplo: Um policial não pode denunciar um comandante por corrupção, mesmo que ele seja corrupto, ou comete o crime previsto no artigo 166 do Código penal Militar, da mesma forma que não pode falar contra o governo ou as instituições, ou reclamar de medidas como a PEC 241 ou a PEC 287, para não ser enquadrado no mesmo artigo (166 do CPM).

Dentre as hipóteses de ausência de direitos do militar, estão entre outras:

- Não pode viajar de seu estado sem pedir autorização de seu comandante, ainda que de férias;

- Não pode se casar sem pedir autorização de seu comandante;

- Não tem direito a um advogado ou defesa técnica nos processos disciplinares;
- Não tem direito de estudar, a menos que peça permissão ao seu comandante e ele autorize;

- Não tem direito de associar-se a sindicatos de nenhuma espécie;

- Não tem direito a filiar-se a partidos políticos;

- Não tem direito a Convenção Coletiva ou acordo trabalhista;

- Aliás, não tem direitos trabalhistas fundamentais como: FGTS, Horas Extras, Banco de Horas, Adicional Noturno, Adicional de Periculosidade, Cesta Básica, Vale transporte, Vale Alimentação, Auxílio Creche, Bolsa de Estudos e assim sucessivamente.

AS ESPOSAS DE POLICIAIS PODEM SER PROCESSADAS PELA PM?

R – Não. As esposas não podem ser processadas pela PM, aliás, ninguém do povo pode ser processado pela PM, porque não existem crimes militares estaduais cometidos por civis.

Repito: Civis não cometem crimes militares na esfera estadual, nunca!

ENTÃO, QUAL A VANTAGEM DE SER POLICIAL MILITAR?

Na realidade, ser policial é uma honra.

Ser policial é um ofício que requer dedicação, comprometimento e abdicação.
Mas ser policial exige ser militar?

Esta é a confusão que se faz ao acreditar que somente tendo envergadura militar a polícia há de funcionar.

Nos países de primeiro mundo, como Japão, Alemanha, Noruega, Estados Unidos, Canadá, França, Suécia e outros, a polícia é civil, apesar de uniformizada, entretanto, totalmente desvinculada das Forças Armadas, cuja função em nada tem a ver com o policiamento ostensivo e atendimento de crises sociais entre cidadãos protegidos pelo Estado.

O Japão inovou em 1919 ao criar as Kobans, ou seja, casas de moradia para policias que funcionavam como mini departamentos de polícia, aproximando o cidadão do policial, o que perdura até hoje, tendo reduzido drasticamente a incidência e reincidência criminais no país.

Em 1997, o estado de São Paulo copiou essa forma de proximidade do policial com a comunidade a que servia.

Criou-se a Polícia Comunitária, uma doutrina de policiamento que previa a interação e a empatia do policial com o cidadão a quem ele servia.

Foi um sucesso. Alcançou resultados espetaculares em muito pouco tempo, porque pacificava as comunidades a partir do comprometimento de cada cidadão, e a polícia era uma referência na negociação de tais direitos.

Mas o ciúme de alguns, que perdiam poder a cada vez que o cidadão se dirigia a uma base comunitária e não mais aos palácios de comando, fez com que houvesse uma sabotagem institucional no modelo de policiamento e as bases fossem fechadas gradativamente, distanciando o cidadão do cidadão policial, criando uma sensação de abandono nas comunidades, que investiram tempo e dinheiro na parceria.

A polícia estava perdendo o seu caráter militaresco.

Estava se socializando com a comunidade. Prestando um serviço de excelência.
Era o caminho para a desmilitarização. A construção de uma polícia cidadã.
Mas, uma polícia cidadã não defende instituições e empresas. Ela defende o povo. E muitos comandantes iriam perder a corrupção da venda de policiamento, que lhes rende muito conforto...

Precisamos refletir com urgência. A quem desejamos que a polícia sirva?

A polícia deve servir ao povo. Deve ser usada na defesa do cidadão. Não de bancos, de indústrias, de latifúndios, mas do povo, da família, do bairro, da sociedade como um todo, onde todos se beneficiem da atividade policial.

O próprio policial precisa entender que seu uniforme, sua arma e seu juramento não são para uma corporação, mas para toda a sociedade, e que seu uniforme não precisa ter vinculação com o militarismo pra ser exemplo de proteção e serviço.

Desmilitarizar não é desarmar, nem humilhar, nem exonerar.

Desmilitarizar é criar dignidade para o policial. É fazer com que ele desfrute dos mesmos direitos sociais que defende para os outros...

Marco Ferreira – estudioso do tema da desmilitarização.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Qual é a relação da greve da polícia com a Lava Jato?


      Pode parecer absurda a ideia de associar a operação "Lava Jato", com a greve da polícia no Espírito Santo. Não só por questões geográficas, como pela falta de conexão entre os temas. Será? Na greve da Polícia Militar capixaba, parte da população se aproveitando da ausência do policiamento; estão nas ruas, comércios a saquear, outros a furtar veículos e outros a matar seus opositores, com cenas de fogo cruzado, como se estivessem naqueles filmes de faroeste americanos. E o que tem haver combate à corrupção com saqueadores do Espírito Santo? Há uma enorme ligação entre esses assuntos. O povo vive se manifestando ultimamente contra a corrupção política, como se os políticos fossem a encarnação, aliás, a única personificação do mau-caratismo nacional, o que é um erro crasso na interpretação dos fatos. Afinal aqueles que estão saqueando, estão violando o espaço alheio e subtraindo os bens dos comerciantes, daqueles mesmos que fomentam a economia, que geram empregos etc. Assim com os políticos corruptos quando desviam verbas da merenda escolar, saúde ou educação, segurança; também estão igualmente prejudicando o cidadão contribuinte. Aí está a relação entre os fatos. O problema não é a greve da PM, o que é crônico na cultura brasileira é a escolha pela vantagem, mesmo que essa opção resulte em prejuízo alheio num primeiro momento, e por conseguinte para o próprio político ou saqueador ou receptador. É o efeito boomerang, ou seja, o que você deseja e faz contra o próximo volta mais dias menos dias para quem assim desejou.
     O problema do Brasil é falta de vergonha! Isso explica porque temos tantos políticos corruptos. A classe política só reflete o quanto nossa cultura é corrupta. O que deve ser observado não é se tem ou não policiamento, devemos analisar a índole desse

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Massacre nos presídios brasileiros é uma tragédia anunciada

    
           O massacre do presídio de Manaus foi uma tragédia anunciada. Há tempos a superpopulação carcerária é ignorada pela maioria das autoridades brasileiras, seja pela falta de uma reforma nas leis de execuções penais, seja pela falta de um programa de que fato ressocialize aqueles detentos, seja pela falta de uma triagem séria, capaz de separar o ladrão de galinha do assaltante de banco. E quando o Estado não administra, surgem administrações paralelas, que nem sempre têm os interesses de encontro com as necessidades do contribuinte.
           Esses tais estados paralelos, (vulgo crime organizado), tem mostrado a "excelência" arrebanhando simpatizantes dentro dos presídios, pagando advogados para seus "sócios" (cujo defensor público é um direito para qualquer cidadão, estando ele preso ou não). Essas organizações ainda se capitalizam com dízimos, aluguel de armas, e pasmem, até com a rejeição de determinada droga, que se pode ser rentável por um lado, pode levar a óbito seus consumidores. E nesse aspecto o cliente dará lucro se estiver vivo. Por isso o crack foi rejeitado por muito tempo nas bocas de fumo de São Paulo. Ou seja, não foi a "eficiência" do estado que retardou o avanço do crack naquele estado. Ao contrário, foi a esperteza dos traficantes que anteviu tal prejuízo. 
            E no capitalismo a concorrência faz parte. Porém a diferença entre os traficantes não é a qualidade das drogas oferecidas, mas sim, a força e rapidez para eliminar seus opositores, que fará dessa ou daquela facção a mais temida. Mas, será que o Estado nunca previu essa tragédia, quando fingiu que nunca soube dos inúmeros celulares nos presídios? Até o STF desautorizou a obrigação das operadores de instalarem bloqueadores de celular em alguns estados.
             Infelizmente a tragédia e o massacre nos presídios brasileiros tende a ficar cada vez mais e mais recorrente, assim como os assassinatos de agentes penitenciários. No passado eram apenas ameaças; hoje esses profissionais são reféns da letargia estatal. E um governo que não consegue dar segurança para seus trabalhadores, o que resta para o cidadão comum? E se não se incomodam com os comuns, imagina com os presos?
               Alguém se lembra dos ataques que a polícia de São Paulo sofreu em 2006, bem como delegacias, viaturas, prédios públicos? No balanço do ataque ficou demonstrado já naquela época, há 10 anos atrás, que as facções estão muito organizadas. O balanço feito em 17 de maio de 206, confirmou 132 mortos, sendo 23 policiais militares, oito carcereiros, seis policiais civis, quatro civis e três guardas civis metropolitanos. Entre os mortos estavam 71 suspeitos e 17 detentos em rebelião. (Fonte ig.com.br)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Estado x cobaias x abono permanência x previdência


          Há tempos o homem é refém das artimanhas políticas, que por vezes, cegam aqueles que acreditavam ser espertos só porque lidavam com malandros, ao prendê-los diuturnamente no serviço ordinário. O que poucos têm noção, (o cidadão em geral), desconhecem é que a malandragem do pivete não dá uma dízima se comparada a esperteza do astuto político brasileiro. 

          No caso específico do abono permanência, oferecido por muitos governos estaduais para incentivar o funcionalismo público a permanecer na ativa, mesmo depois de já ter preenchido todos os requisitos para a aposentadoria ou reforma no caso dos policiais militares. Com isso, os governos mataram vários coelhos com única cajadada. A primeira é a de que mesmo havendo a necessidade urgente de recompor o quadro deficitário de servidores que se aposentam, o investimento em novos concursos poderia ser diminuído, tais como recrutamento, seleção, prova, curso de formação, salário aos ingressantes, estágio probatório. Além disso, pagando trinta por cento a mais para o servidor que se sujeitasse a fazer o serviço daquele que não pode ser contratado via concurso, porque o governo não fez concurso. O estado percebeu pela quantidade de voluntários ao abono permanência, que a vida útil daqueles que estavam na idade de se aposentar, poderia ser ampliada para aqueles que ainda não chegaram a idade de se aposentar. Ou seja, os primeiros voluntários ao abono permanência, foram uma espécie de cobaia, (involuntárias é claro), sendo usadas numa espécie de tubo de ensaio, testes para o governo, do que viria ou virá a ser feito com todo o restante do efetivo.

        Portanto detalhes ou argumentos usados por algumas categorias de que não dispõe do direito de greve, adicional de periculosidade, FGTS, adicional noturno, ou de que trabalham numa jornada estressante, ou de que ficam de plantão mesmo quando gozam das folgas, ou de que se aposentam com 48 anos de idade porque começaram a trabalhar com 18. Enfim, tudo isso se torna balela quando os governos estaduais concluíram que o militar ainda pode trabalhar dez ou doze anos. Afirmar que a culpa da reforma da previdência é exclusiva dos que aceitaram o abono permanência não seria justo, apesar da parcela de culpa inerente.

            Na verdade a culpa é de todos nós, brasileiros ou hienas sorridentes, que fazemos piada de tudo sem questionar os privilégios de senadores que se aposentam com seis meses de trabalho "árduo", benefício que é alcançado pelo suplente de senador. Assim como governadores, os mesmos que estão decretando a falência ou pré falência, ou estado de calamidade nos seus respectivos estados, são os mesmos que se aposentam com salário integral com quatro anos de mandato; e as hienas não gritam, não protestam, não se indignam. No fundo o brasileiro parece um urso hibernando, enquanto o povo são as formigas que nunca cessam o trabalho para alimentar esse monstro feroz chamado Estado.

    
              

domingo, 16 de outubro de 2016

Governadores se aposentam com oito anos, então porquê mexer Previdência Militar, dos que trabalham 30?


       Muito tem sido falado nos últimos dias em relação a reforma da Previdência, em relação a incluir os policiais e bombeiros militares numa eventual repactuação que mude o atual regime, onde o policial/bombeiro se aposenta por tempo de serviço, a saber, 30 anos de serviço, para o sistema de idade mínima. Sinceramente, por mais populista que o governo seja, (e aqui penso bem longe do maniqueísmo direta x esquerda), é óbvio que além da quantidade de militares, precisamos de qualidade no serviço. A quem interessaria um policial trabalhando na esquina de uma avenida movimentada, em frente a um comércio, tirando serviço a pé, o famoso P.O. (Policiamento Ostensivo)? Apesar de não acreditar em políticos, creio que os técnicos do governo irão repensar, e retirar os militares dessa reforma, haja vista que para estar na ativa requer como pressuposto básico, condições físicas para realizar o trabalho, talvez um dos mais peculiares, se comparados aos demais que entrarão no pacotão da reforma da Previdência. Vocês conseguem imaginar um homem com 60 anos fazendo o patrulhamento no seu bairro?
       Se o governo quer reformar, e se de fato deseja "cortar na carne", porque então não mexe na previdência imoral de ex-governadores, prefeitos ou deputados, que têm salários e regalias exorbitantes e que, por vezes, se aposentam com tempo de contribuição muito aquém do trabalhador mediano, em contrapartida com salários insustentáveis para qualquer previdência do mundo?! Aonde está escrito que o sujeito por ter exercido um cargo de chefia no executivo federal, estadual ou municipal, deve se aposentar com oito anos, com salário integral? Aonde está escrito que o sangue desses ex-governantes é azul?
        É preciso ter coragem para tratar e debater o tema em relação aos militares, que são preteridos em vários direitos, como impedimento de exercer atividade remunerada extra (com exceção de médicos e professores), não recebem horas extras, não recebem adicional de periculosidade, não recebem adicional noturno, além da vedação a filiação partidária, FGTS, e tantos outros direitos que o trabalhador comum goza.
         Ao mesmo tempo vejo a discussão em alguns grupos e redes sociais, sendo feitos de maneira isolada, as vezes até partidarizada; quando sabemos que é um assunto de interesse nacional. E portanto debate deveria ser macro e não olhando para o próprio umbigo, em se tratando de um tema federal.   

Beltrame sai e avisa: governo não pagará dezembro e 13º salário


O mesmo dia em que confirmou sua saída do cargo, o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, pintou um quadro nebuloso quanto ao pagamento dos servidores da pasta nos próximos meses. Ele disse ontem que além do 13º não estaria garantido o pagamento do salário de dezembro do pessoal da pasta, em mais um capítulo da grave crise financeira que o estado vive. "Nada está garantido", disse Beltrame, em entrevista.

Subsecretário da própria pasta, Roberto Sá assumirá o cargo de titular. 
Desde o começo da gestão do governador licenciado Luiz Fernando Pezão, Beltrame vinha atuando para tentar garantir os recursos necessários para a Segurança e evitar que os servidores fossem atingidos pela crise.  Continue lendo no blog do SOS PM

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Exército admite realizar 'operações de inteligência' em manifestações de rua


Mais de duas semanas após um oficial das Forças Armadas ter sido detido pela Polícia Militar (PM) com manifestantes suspeitos de serem black blocs, antes de um protesto em São Paulo contra o governo do presidente Michel Temer (PMDB), o Exército brasileiro admitiu ao G1 realizar “operações de inteligência” permanentes em “manifestações de rua”.

Os ministérios públicos estadual e federal investigam se o capitão Willian Pina Botelho, de 37 anos, agia como agente infiltrado do Exército no dia 4 de setembro, quando ele e 18 ativistas foram abordados pela PM no Centro Cultural São Paulo, na Zona Sul da capital paulista. O grupo se preparava para participar do ato Fora Temer na Avenida Paulista. Continue lendo no G1 SP

Acidente com viatura da PC




Agora a pouco um caminhão transitava pela MG10, quando uma das rodas soltou e veio a tingir duas viaturas da Polícia Civil que estão na cidade administrativa para serem entregues

Dupla rouba arma de segurança um acaba preso Uberlândia

           




PMs FARDADOS PODERÃO SER AUTORIZADOS A PARTICIPAR DE ATOS POLÍTICOS COMO OUVINTES.


Cabo Sabino: importante desenvolver consciência e ação políticas, mesmo quando se trata de PMs fardados

A Câmara dos Deputados analisa proposta que permite ao policial militar fardado participar, como ouvinte, de manifestações político-partidárias. Atualmente, a Lei de Reorganização da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (Decreto-Lei 667/69) proíbe PMs fardados de participar dessas manifestações, exceto em serviço.

A modificação da regra vigente está prevista no Projeto de Lei 5776/16, do deputado Cabo Sabino (PR-CE). A proposta proíbe apenas a participação efetiva de policiais militares fardados nas manifestações, mantendo a proibição – mesmo como ouvintes – para os policiais que estiverem em serviço, realizando a segurança do evento.

Na avaliação de Cabo Sabino, a redação da lei atual é restritiva. “Cada cidadão, inclusive os militares estaduais, devem ter desenvolvidas a consciência e a ação políticas. Não vemos outra forma de realizar essa tarefa senão por meio da participação em atos políticos. Por que proibir o militar estadual fardado de ser ouvinte nessas situações? Parece razoável proibir que ele tome parte ativa na manifestação, por exemplo, fazendo discursos”, pondera o parlamentar.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Governador da Paraíba, Ricardo Coutinho extingue a prisão disciplinar na Polícia Militar! Veja.


Fonte : Adeilton9599

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O Brasil é um adolescente que não quer crescer

      Brasil vive uma crise a adolescência na democracia. Assim como é ingênuo acreditar que houve golpe parlamentar como propaga a esquerda raivosa, é proporcionalmente inocente acreditar que o novo presidente fará as reformas estruturais que tanto o país precisa. Não esqueçamos que Temer era vice de Dilma há dez anos, e portanto sempre  comungou dos mesmos ideais de pão e circo. Não se entrega o queijo para o rato vigiar. O maior sinal de que não haverá mudanças significativas, foi o sinal claro, como se tivesse um neon para destacá-lo, quando o senado brasileiro interpretou a CF/88 de maneira tendenciosa, causando insegurança jurídica ao retirar o mandato da presidente Dilma, mas, não impedindo-a de exercer cargo público como reza o texto. Esse imbróglio dará fôlego as velhas raposas como o ex-senador Delcídio do Amaral, (cassado por deletar seus colegas de senado) e Eduardo Cunha, um corrupto contumaz, porém muito habilidoso nos recursos e manobras judiciais e políticas para se manter no cargo.

     A educação continua sendo o maior problema nacional, e continuará sendo por muito tempo. No Brasil a pirâmide de investimento é inversa, com o ensino superior recebendo o maior aporte enquanto a educação básica, sofre toda a sorte de improvisos para tentar continuar viva. E nesse aspecto não conseguimos ver o país como país que gere conhecimento. Somos apenas pernas e braços, a mão de obra para as multinacionais. Mas como na adolescência é comum que não façamos o dever de casa, vemos então um país retardatário no desenvolvimento tecnológico, científico e humano.

     Não queremos um país seguro, bonito, eficiente para ser contemplado por estrangeiros. Temos que ser eficientes para os nossos cidadãos, o resto é consequência natural. Enquanto o Brasil for um país do futuro não terá um presente promissor. O Brasil deveria se chamar esperança...